segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Música Judaica


Junto dos rios de babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião.

Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.

Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião.

Como cantaremos a canção do SENHOR em terra estranha?

Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza.

Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
Salmos 137:1-6

Circuncisão

"Circuncidar-vos-eis na carne do prepúcio; e isto será por sinal de pacto entre mim e vós. Â idade de oito dias, todo varão dentre vós será circuncidado, por todas as vossas gerações, tanto o nascido em casa como o comprado por dinheiro a qualquer estrangeiro, que não for da tua linhagem. Com efeito será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; assim estará o meu pacto na vossa carne como pacto perpétuo."  Gênesis 17 11-13
Os versos destacados acima tratam do pacto selado entre Deus e Abraão, pacto este que deveria ser perpetuamente assinalado na carne de todo homem nascido ou que vivesse "sob tutela" de Abraão.
Desse modo instutuiu-se a circuncisão como marca do pacto perpétuo entre Deus e seu povo (no caso o povo judeu). O quadro abaixo demonstra o procedimento, bem como algumas vantagens e possiveis complicações do mesmo.   

Atalmente a prética da circuncisão vai muito além de motivos religiosos. tem sido também motivado por  vantagens higiênicas e epidemiológicas.

YHWH


A Torah



Livro sagrado do judaismo, considerado por todas as tradições judaicas como a lei ou parte mais importante dela. A torah corresponde aos cinco primeiros livros da Biblía.
A Torah são as instruções do Eterno para uma vida de santidade, com recomendações para nossa saúde física e espiritual.
Até hoje, é escrita em rolos que contém o chamado Pentateuco (os Cinco livros de Moshe Rabeinu / Moisés, nosso professor).
Mas, como surgiu a Torah?

Os Rolos de Moshe
A própria Torah nos fala que o Eterno entregou a Torah a Moshe palavra por palavra. Moshe, como servo fiel do Eterno, escreveu-as fielmente conforme determinação do Eterno.
Moshe escreveu 13 rolos da Torah, doze dos quais foram dados às 12 tribos de Israel. O décimo terceiro foi posto dentro da Arca da Aliança, a qual foi posteriormente guardada no Kadosh Kadoshim (Santo dos Santos) dentro do Beit HaMikdash (Templo).
Este último rolo de Torah era o padrão pelo qual todos os outros rolos eram julgados. Ocasionalmente, era retirado da Arca justamente para a conferência dos outros rolos da Torah, para não admitir modificações (conforme instrução em Devarim (Deuteronômio) 12:32) .

As Tentativas de Destruir a Palavra de HaShem
Houve momentos em que esta “décima terceira Torah” quase foi perdida. Alguns reis de Israel que se desviaram do Eterno tentaram anular ou modificar os ensinamentos da Torah.
Por isto, durante o reinado de Achaz (Acaz), entre os anos 3183 e 3199 (isto é 578-562 AC), muitos rolos da Torah foram destruídos.
Por causa disto, os sacerdotes Cohen (descendentes de Aaron) escondiam a Torah escrita por Moshe para protegê-la. Durante o reinado de M'nasheh (Manasses), entre 3228 e 3283 (isto é 533-478 AC), os esforços para destruição da Torah foram tão intensos e parcialmente bem-sucedidos que a existência da Torah escrita por Moshe teve que ser escondida da maioria do povo, com exceção de um grupo de pessoas tementes à Elohim e dedicadas a preservar a Sua Palavra.
Foi apenas durante o reinado de Yoshia (Josías), no ano de 3303 (isto é 458 AC) que esta Torah foi novamente revelada, escondida dentro do Beit HaMikdash (Templo), conforme escrito no Tanach (Primeiro Testamento) em 2 Crônicas 34:14:
"Chilkiah, o sacerdote, achou o livro da Torah de YHWH escrita pela mão de Moshe"

As Tábuas das 10 Mitzvot (mandamentos) estavam escondidas em uma catacumba preparada pelo rei Shlomo (Salomão) para esta finalidade, dentro do Beit HaMikdash (Templo).
Quando Yerushalayim (Jerusalém) corria risco de invasão, o rei Yoshia escondeu a Arca contendo a Torah original e as Tábuas das 10 Mitzvot. Acredita-se que o local onde era escondida a Arca (a catacumba de Shlomo) seja o local onde hoje ela se encontre, tal era o zelo dos cohanim (sacerdotes) para com a preservação destes artigos santos.

O Exílio da Babilônia
Durante o exílio da Babilônia, em 3338 a 3408 (isto é 423 a 353 AC), houve um declínio no conhecimento da Torah. Haviam muitos casamentos entre o povo de HaShem e os povos pagãos, e as pessoas se esqueciam da Torah e das suas Mitzvot (mandamentos).
Quando Ezra (Esdras) e Nehemiah (Neemias) retornaram à terra santa, restauraram a Torah ao seu local original. Ezra também fez uma cópia fiel, letra por letra, do rolo da Torah para ser usado como padrão para os outros.

Como são copiados os rolos da Torah
Ao longo das gerações, tem se tomado grande cuidado para se preservar a Torah exatamente da forma que foi dada a Moshe. Tanto que no Talmude, é dada aos escribas da Torah a seguinte recomendação:
"Seja cuidadoso em sua tarefa, pois é um trabalho sagrado – se você adicionar ou subtrair uma letra sequer, você terá que destruir tudo”.

Uma vez que cada Torah deve ser uma cópia perfeita da original, deve ser cuidadosamente copiada de outro rolo da Torah. Entre cópia, conferência e correção, o processo leva muitos anos. É proibido escrever no rolo da Torah uma só letra sequer que não tenha sido copiada de outra Torah.
Além disto, o escriba deve repetir cada palavra em voz alta antes de escrevê-la, para garantir a precisão na cópia. Este era o costume entre os profetas, conforme vemos em Jeremias 36:18:
"Sim, da sua boca ele me ditava todas estas palavras, e eu com tinta as escrevia no livro".

Se a Torah ou outra Escritura sagrada contiver algum erro de escrita, é proibido pela tradição judaica mantê-la por mais de 30, e mesmo neste período é proibida de ser usada. Uma vez passado este período, o rolo já deve estar completamente corrigido, ou deverá ser destruído, com base nas escrituras de Yov (Jó) 11:14:
"Não permita que o erro permaneça em suas tendas"

Além disto, desde os primórdios do povo, para garantir a preservação da Torah, cada frase, palavra e letra são contados!
Por ser Palavra do Eterno, a Torah foi dada a Moshe letra por letra, e assim é preservada para evitar qualquer erro de interpretação. Portanto, até mesmo as passagens mais triviais da Torah podem conter lições para a pessoa que desejar se aprofundar nela.
"Guardo a Tua palavra no meu coração, para não pecar contra Ti." (Tehilim / Salmos 119:11)

Shabat Judaico - Um testemunho

Por boa parte da minha vida, eu vivi em um ambiente que exaltava o domingo como sendo “O Dia do Senhor” e como sendo o “Sábado Cristão”. Era tudo o que eu conhecia naquela época, e meu avô como uma boa pessoa se esforçava por estabelecer o domingo como um dia santo, proibindo que brincássemos e lêssemos quadrinhos (isto era antes dos dias da televisão) na casa dele.

Contudo, isso não “colava” com ninguém da família. Talvez através da misericórdia do Altíssimo, pois éramos judeus assimilados e a restauração dEle estava chegando até nós. De qualquer forma, o domingo nunca nos pareceu um dia santo. Era especial somente porque nos vestíamos bem e dávamos grande importância à ida à igreja. Fora isso, como criança eu me lembro do domingo basicamente como um dia chato.

Não me entendam mal, eu gostava de adorar a Elohim desde o início da minha infância, mas eu descobri que eu gostava de comunhão com o Altíssimo praticamente da mesma forma todos os dias. O domingo não era um dia em que havia mais da presença dEle na minha vida do que qualquer outro dia.

Quando eu cresci, e respondi o chamado ao ministério e a uma educação superior, eu fui informado sobre todas as supostas razões pelas quais o Shabat do sétimo dia fora substituído pelo domingo. Eu tentei aceitar o pensamento da maioria. Mas não adiantou. Em vinte anos de ministério no Protestantismo, eu nunca disse uma palavra no sermão sobre a validade do domingo como Shabat. Eu simplesmente não acreditava nisso no fundo do coração.

Logo no início do meu ministério, eu vim a aceitar pela fé que o Criador do Universo nunca muda, conforme a Sua Palavra declara (Malaquias 3:6). Esta doutrina compreende tudo a respeito da obra de nosso Criador.

Finalmente, eu percebi que foi a Sua Palavra que não somente criou todas as coisas, mas também que é permanentemente ativa em manter todas as coisas juntas (Col. 1:16-17). Tudo desde a época da criação está unido e continuará assim pela vontade dEle. Se o Shabat não existe mais, então nada mais existe. A criação do Shabat no sétimo dia está completamente unida à criação do sol, da lua, das estrelas, da vegetação, dos animais e da humanidade.
 
O cancelamento do Shabat seria questionar a fidelidade de Elohim.

A crença na anulação do Shabat questiona a fidelidade de Elohim.

Juntamente com a criação material, Elohim criou o tempo, e o tempo era para ser algo que pertencesse especialmente a Ele. Ao fazer do sétimo dia da criação um dia de descanso das Suas obras, um dia dado à humanidade como um presente de descanso, Elohim estabeleceu a marcação do tempo.

Ele estava estabelecendo a santidade do tempo. Santo é definido como algo separado, não-usual, único e especial. Os corpos celestes da lua e do sol marcam o aspecto físico do tempo, mas o Shabat estabelece a santidade de Elohim no tempo, significando o Seu controle exclusivo do tempo.

O Shabat também dá à humanidade o presente especial da permissão de tomar parte nesta santidade com Elohim ao descansar, assim como Ele descansou no sétimo dia. Os animais não partilham da mesma percepção de descanso no Shabat. Portanto, somente à humanidade é dada a esperança de comunhão com Elohim em Sua própria natureza, porque Elohim deu o Seu Santo Dia somente à humanidade para conhecer e aproveitar.

O que eu acabei de compartilhar é somente a pontinha do iceberg. Porém, é suficiente para que qualquer um saiba sem sombra de dúvida que nem o domingo, nem qualquer outro dia, pode se tornar o Shabat. Primeiramente, para algo substituir o Shabat seria necessário que fosse semelhante àquilo que está substituindo. Deveria pelo menos saber o que se está substituindo.

Pense num time de futebol que decida substituir um goleiro por outro. O time não irá colocar um atacante naquele lugar. Ao invés disso, o time substituirá um goleiro por alguém que saiba agarrar.

Então, uma observância do domingo não teria que ter as mesmas qualidades do dia que está substituindo, se de fato substitui o Shabat? Por que é que o domingo não é ensinado como tendo nenhuma das qualidades do Shabat?? Por que o domingo não é honrado por aqueles que dizem que o observam?

Mas a questão principal é:
“Por que o Shabat do sétimo dia não é observado ou honrado pela maioria daqueles que dizem seguir a Elohim?”

Mentira nº1: Não precisamos mais de um descanso sabático
Alguns dizem que não precisamos mais de um descanso sabático.
Mas isto não é verdade, pois nossos corpos ainda precisam descansar. Mas mesmo que fosse assim, o Shabat não é baseado na nossa necessidade, pois Elohim não descansou porque Ele estava cansado, mas sim para apreciar a Sua obra. Será que o Criador não quer mais que a Sua obra seja apreciada?Na realidade, Hebreus 4:9:
“Ainda existe um descanso, o Shabat, para o povo de Elohim.”
O Messias disse que Ele é “Senhor do Shabat” (Mt. 12:8). Agora, uma vez que Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre, e Ele é o Elohim dos vivos e não dos mortos, então é bem natural que o Shabat permaneça hoje. Alguém poderia também postular que se Elohim não cumpre a Sua promessa a respeito da criação do Shabat, então seria prudente que nós nos preocupássemos todas as manhãs com se o sol levantará ou não.
Eu ouvi uma pessoa dizendo: “Mas o Shabat foi feito para o homem”. Disse bem! Portanto o Altíssimo lhe deu um presente dEle, na realidade, uma parte da Sua própria santidade. Ah, e não se esqueça:
“Os dons e chamados de Elohim não têm retorno” (Rom. 11:29).
Portanto a sua afirmação só prova a continuidade do Shabat. Outra pessoa poderia dizer: “Bem, se o Shabat é um presente, então eu posso fazer com ele o que eu quiser.” Eu diria a essa pessoa: “Seria sensato não jogar os presentes de Elohim no lixo! Não faça aos outros, aquilo que você não gostaria que fizessem com você.”
Quantas vezes você fez algo por alguém que você ama, mesmo não tendo vontade?
“Por que alguém que ama a Elohim não faria aquilo que Ele ama?
O motivo? Porque o Eterno o santificou, e abençoou os que guardassem o Shabat (vide os comentários dos profetas a respeito do Shabat). E o Eterno não pode negar-se a si mesmo!
Algumas questões sobre o guardar o Shabat:

Hoje seria impossível guardá-lo pelo motivo de não sabermos direito qual é o dia correto. E que muitos que guardam estão guardando no dia errado.

Yeshua cumpria o Shabat, segundo vemos no NT. Assim também os seus talmidim (emissários). Desde então, não houve qualquer mudança na forma de celebração do Shabat. Será que Yeshua não sabia quando era o Shabat?
Afirmar, qualquer um pode afirmar qualquer coisa; podemos afirmar que o céu é roxo! Porém qual é a prova que temos disto?
Não deixe que ideias absurdas como essa perturbem o teu shalom. Para isso, temos um Mashiach (Messias) que nos ensinou a verdade.

Se é fundamental que os gentios também observem o Shabat, por que não há uma ordem expressa sobre ele no NT?
Por que é que alguns só consideram o que há no Novo Testamento? Se há ordem expressa no Tanach (1º Testamento), por que não consideram? Se esta hipótese for defendida, significaria que um ponto: que a real escritura deste segmento (pelo menos, da maioria dele) é o Novo Testamento, e nada mais.

Onde está a ordem explícita no Novo Testamento de que devemos dar o dízimo?
Por que a quase totalidade encara o dízimo como mandamento sem haver ordem explícita no NT?

Posso me casar com minha mãe e tatuar um dragão na testa? Caso negativo, favor provar no Novo Testamento.

O grande erro, está em atribuir ao Novo Testamento um papel que não é dele. O Novo Testamento não veio para ser um código legal, mas sim uma midrash (estudo/explanação) do Tanach. O Messias não veio apontar para uma nova religião, mas sim corrigir e explanar a religião que YHWH estabeleceu desde os primórdios.
Isto posto, há sim textos no NT que evidenciam a observância do Shabat:
“Então voltaram e prepararam especiarias e unguentos. E no Shabat repousaram, conforme a mitsvá.”
(Lc. 23:56)
“Pelo que o Filho do homem até do Shabat é Senhor.”
(Mc. 2:28)
Acaso se Yeshua é o Senhor do Shabat, não devemos honrá-Lo como Senhor do Shabat?
“Porque Moshe, desde as primeiras gerações, tem em cada cidade homens que o proclamam, e que o lêem a cada Shabat nas sinagogas.”
(At. 15:21)
Aqui vemos que além de cumprir o mínimo de exigências para tornar sua convivência com os judeus possível, os não-judeus também deveriam aprender de Moshe a cada Shabat.
“Portanto permanece ainda a observância do Shabat para o povo de Elohim.”
(Hb. 4:9)
Acaso os não-judeus não fariam parte do povo de Elohim?

Caso tais pessoas de fato considerasse o chamado “Antigo Testamento”, temos de observar o que foi escrito pelo profeta Yeshayahu (Isaías):

Bem-aventurado o homem que fizer isto, e o filho do homem que lançar mão disto: que se abstém de profanar o Shabat, e guarda a sua mão de cometer o mal.
E não fale o estrangeiro, que se houver unido a YHWH, dizendo: Certamente YHWH me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca.
Pois assim diz YHWH a respeito dos eunucos que guardam os meus Shabatot, e escolhem as coisas que me agradam, e abraçam o meu pacto: Dar-lhes-ei na minha casa e dentro dos meus muros um memorial e um nome melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.
E aos estrangeiros, que se unirem a YHWH, para o servirem, e para amarem o nome de YHWH, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o Shabat, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto, sim, a esses os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.”
(Isaías/Yeshayahu 56:2-7)



“Mas o sétimo dia é o sábado do YHWH teu Elohim. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas.” Shemot 20:10
“Seis dias farás os teus trabalhos, mas ao sétimo dia descansarás; para que descanse o teu boi e o teu jumento, e para que tome alento o filho da tua serva e o estrangeiro.” Shemot 23:12

Repare que o destaque acima elimina a teoria de que este Mandamento seria apenas para judeus:
a Palavra é clara.
O Shabat deve ser um período de:
Descanso
Comunhão (família e comunidade)
Louvor ao Eterno
Oração
Estudo/Ensino da Palavra
Muita alegria
Lembrarmos da Criação e do Milênio
Passarmos um tempo na presença dEle

Lembre-se do seguinte: parte do guardar o Shabat está em preparar-se para ele. Procure fazer do Shabat um tempo festivo, especial. Procure programá-lo. Faça compras antes, deixe tudo certo, abasteça o carro se precisar ir à congregação de carro, deixe posta a mesa para o jantar de Shabat. Assim, seu Shabat será um tempo alegre de comunhão com YHWH e com a sua família.

Recomendações bíblicas sobre o Shabat são, em linhas gerais, as seguintes:
Deve ser guardado (Lev. 19:3)
Cada um temerá a sua mãe e a seu pai, e guardará os meus sábados. Eu sou YHWH vosso Elohim.

Deve ser lembrado (Ex. 20:8)
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Deve ser santificado (ie. tempo separado para YHWH) (Ex. 20:8)
Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.

Não devemos trabalhar, nem fazer outros trabalharem por nós e nem devemos usar o trabalho de animais (Ex. 20:10)
Mas o sétimo dia é o sábado de YHWH teu Elohim; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.

Não devemos fazer comércio (Ne 10:31)
E que, trazendo os povos da terra no dia de sábado qualquer mercadoria, e qualquer grão para venderem, nada compraríamos deles no sábado, nem no dia santificado; e no sétimo ano deixaríamos descansar a terra, e perdoaríamos toda e qualquer cobrança.

Não devemos carregar peso (Jer. 17:21)
Assim diz YHWH: Guardai as vossas almas, e não tragais cargas no dia de sábado, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém

Não devemos viajar durante o Shabat (Ex 16:29)
Vede, porquanto YHWH vos deu o sábado, portanto ele no sexto dia vos dá pão para dois dias; cada um fique no seu lugar, ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.

Não devemos seguir nossos próprios desejos (Is 58:13)
Se desviares o teu pé do sábado, de fazeres a tua vontade no meu santo dia, e chamares ao sábado deleitoso, e o santo dia do Eterno, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, nem pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falares as tuas próprias palavras,

Não devemos fazer fogo (Ex. 35:3)
Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado.

Devemos fazer santa convocação (Lev. 23:3)
Seis dias trabalho se fará, mas o sétimo dia será o sábado do descanso, santa convocação; nenhum trabalho fareis; sábado do YHWH  é em todas as vossas habitações.

Devemos ler as Escrituras (At 13:27)
Por não terem conhecido a este, os que habitavam em Jerusalém, e os seus príncipes, condenaram-no, cumprindo assim as vozes dos profetas que se lêem todos os sábados.

O que é proibido no Shabat
Trabalho (tanto profissão quanto obrigações domésticas)
Fazer fogo
Esforço físico ou mental (é um tempo de descanso)
Coisas que causam stress (mesmo motivo)
Comércio
Fazer outros trabalharem por nós
Viajar

Detalhe: como o carro faz fogo (no motor), devemos evitar andar de carro no Shabat, salvo para ir à sinagoga, se não morarmos perto da mesma (a mitsvá/mandamento da “Assembléia Santa” tem precedência sobre a mitsvá de não fazer fogo).

Computador e o Shabat
É lícito  usar o computador no Shabat?
Creio que isso seria se apegar ao meio, quando na realidade o principal seria olhar para o fim. Se meu objetivo fosse trabalhar no computador, ou buscar meus próprios interesses (ie. Ficar horas jogando jogos, etc.) estaria viloando o shabat. Mas se busco a YHWH, então estou guardando o Shabat.
Que diferença faz estudar a Palavra num livro físico ou no computador? Que diferença faz discutir a Palavra ao vivo, ou pelo micro? Não estou trabalhando nem fazendo ninguém trabalhar (o acesso à Internet é todo automatizado).
Temos que ter cuidado com o fermento dos fariseus, isto é, transformar a Lei em legalismo.

Viagem longa, como faço no hotel?
Não vejo problema em viajar por 2 semanas. Qual a diferença entre alugar um quarto de hotel por 2 semanas e alugar um apartamento, por exemplo? O aluguel por um período é permitido, e não há na Torá indícios de exceções para os Shabatot dentro de tal período. Você não está realizando comércio no Shabat. Por exemplo, que comprar comida para o Shabat é lícito, desde que não seja no Shabat. Nem tampouco você está fazendo alguém trabalhar por você.
Outra coisa: o “viajar” que é proibido pelas Escrituras é o deslocar-se durante o dia de Shabat, e não estar em terra estrangeira no Shabat.
Recomendamos o seguinte: Avise na recepção do hotel que você não deseja que seu quarto seja arrumado, ou que haja serviço de quarto, etc. durante o período do Shabat. Se o elevador tiver ascensorista, evite-o no Shabat. E não faça pagamentos no Shabat. Normalmente, os hotéis estão acostumados com hóspedes com restrições religiosas e costumam ser bastante prestativos.

Texto estraido do site: torahviva.org, acessado em 08 de outubro de 2012, tras a visão do judaismo messiânico .

História do Judaismo



Judaísmo (em hebraico: יהדות, Yahadút) é uma das três principais religiões abraâmicas, definida como a "religião, filosofia e modo de vida" do povo judeu. Originário da Bíblia Hebraica (também conhecida como Tanakh) e explorado em textos posteriores, como o Talmud, é considerado pelos judeus religiosos como a expressão do relacionamento e da aliança desenvolvida entre Deus com os Filhos de Israel. De acordo com o judaísmo rabínico tradicional, Deus revelou as suas leis e mandamentos a Moisés no Monte Sinai, na forma de uma Torá escrita e oral. Esta foi historicamente desafiada pelo caraítas, um movimento que floresceu no período medieval, que mantém vários milhares de seguidores atualmente e que afirma que apenas a Torá escrita foi revelada. Nos tempos modernos, alguns movimentos liberais, tais como o judaísmo humanista, podem ser considerados não-teístas.
O judaísmo afirma uma continuidade histórica que abrange mais de 3.000 anos. É uma das mais antigas religiões monoteístas e a mais antiga das três grandes religiões abraâmicas que sobrevive até os dias atuais. Os hebreus/israelitas já foram referidos como judeus nos livros posteriores ao Tanakh, como o Livro de Ester, com o termo judeus substituindo a expressão "Filhos de Israel." Os textos, tradições e valores do judaísmo foram fortemente influenciados mais tarde por outras religiões abraâmicas, incluindo o cristianismo, o islamismo e a Fé Bahá'í.Muitos aspectos do judaísmo também foram influenciados, direta ou indiretamente, pela ética secular ocidental e pelo direito civil.
Os judeus são um grupo etno-religioso e incluem aqueles que nasceram judeus e foram convertidos ao judaísmo. Em 2010, a população judaica mundial foi estimada em 13,4 milhões, ou aproximadamente 0,2% da população mundial total. Cerca de 42% de todos os judeus residem em Israel e cerca de 42% residem nos Estados Unidos e Canadá, com a maioria dos vivos restantes na Europa. O maior movimento religioso judaico é o judaísmo ortodoxo (judaísmo haredi e o judaísmo ortodoxo moderno), o judaísmo conservador e o judaísmo reformista. A principal fonte de diferença entre esses grupos é a sua abordagem em relação à lei judaica. O judaísmo ortodoxo sustenta que a Torá e a lei judaica são de origem divina, eterna e imutável, e que devem ser rigorosamente seguidas. Judeus conservadores e reformistas são mais liberais, com o judaísmo conservador, geralmente promovendo uma interpretação mais "tradicional" de requisitos do judaísmo do que o judaísmo reformista. A posição reformista típica é de que a lei judaica deve ser vista como um conjunto de diretrizes gerais e não como um conjunto de restrições e obrigações cujo respeito é exigido de todos os judeus. Historicamente, tribunais especiais aplicaram a lei judaica; hoje, estes tribunais ainda existem, mas a prática do judaísmo é na sua maioria voluntária. A autoridade sobre assuntos teológicos e jurídicos não é investida em qualquer pessoa ou organização, mas nos textos sagrados e nos muitos rabinos e estudiosos que interpretam esses textos.